Ensaios virtuais: é possível fotografar à distância

“A ideia de fazer ensaios virtuais surgiu por conta da ansiedade causada pela quarentena, por estar parada na fotografia”, contou Camila Monteiro, fotógrafa convidada para falar sobre ensaios à distância em nossa live no Instagram. Camila se interessa por fotografia desde o ensino médio e cursou jornalismo por conta disso. Foi durante o curso que comprou sua primeira câmera, há cinco anos. Hoje, se profissionalizou e faz eventos, ensaios e fotos infantis.

A ideia dos ensaios à distância surgiu quando se deparou com outras pessoas de sua cidade fazendo o mesmo. Decidiu pesquisar e descobriu que era possível. Depois de aprender um pouco sobre o assunto, Camila fez um post em suas redes sociais perguntando quem se interessaria pela oportunidade, e a resposta foi altíssima. “Escolhi três pessoas para participarem, sem a ideia de ganhar nada a princípio”, contou a fotógrafa.

O objetivo era ajudá-las a se sentir bem, mas o sucesso foi tão grande que Camila viu aí uma possível fonte de renda. Hoje, cobra cem reais pelo ensaio, um preço que considera justa por ser acessível sem deixar de valorizar seu trabalho como profissional. O ensaio dura uma hora e rende 15 fotos, que são entregues editadas dois dias depois dos cliques.

bloggif_5ecea2e8ebbfc Ensaio realizado pela fotógrafa por chamada de vídeo (Vídeo: Camila Monteiro)

Camila realiza as fotos por meio de uma chamada de vídeo com as clientes. Antes disso, ela as explica sobre a duração do ensaio por mensagem e lembra que é preciso que tenham paciência, já que as fotografias são um exercício de mudar de posição e ambiente para que saiam boas. No processo, ela também ouve das fotografadas como gostariam de ser clicadas e as envia vídeos mostrando como posar e se sentir bem com isso.

As chamadas são feitas por WhatsApp ou FaceTime. Logo que começam, Camila pede que a cliente mostre sua casa e onde gostaria que as fotos fossem feitas. Assim, combinam quais são os melhores ambientes e a melhor iluminação. Para clicar no WhatsApp, Camila printa as imagens e depois as recorta. No FaceTime, sistema de chamadas do IOS, existe uma função própria para fotografar, e não é preciso recortar a imagem depois. Também é possível fazer as fotos por Skype, mas a fotógrafa ainda não teve essa experiência

A edição é feita pelo aplicativo que Camila costuma usar para o restante de seus trabalhos: o Lighroom. Mas existe um diferencial na fotografia à distância: por ser um print da tela e não usar uma câmera profissional, a imagem não atinge a mesma qualidade. Por isso, a fotógrafa utiliza o aplicativo Remini, que devolve qualidade e definição à foto. “Depois do print, dá para ver a diferença nitidamente e a foto fica com uma qualidade muito boa”, contou a profissional.

Remini Antes e depoois da edição feita com o aplicativo Remini, que melhora a qualidade das fotos (Foto: Camila Monteiro)
Lightroom Antes e depois do tratamento feito com o Lightroom (Foto: Camila Monteiro)

Os ensaios virtuais foram uma maneira encontrada por Camila de continuar fotografando mesmo à distância. Mas agora, ela pretende continuar. “Caso alguém goste do meu olhar como fotógrafa, essa pode ser de uma maneira mais acessível de conhecer meu trabalho”, contou a fotógrafa.

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Plataforma que ajuda o fotógrafo a vender suas fotos, possibilitando que ele viva de seus clicks.

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